segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O GINSENG BRASILEIRO E O CÂNCER




GINSENG BRASILEIRO E CÂNCER

Reproduzo abaixo mais uma pesquisa que comprova o poder das plantas na cura de diversos males.


Extrato butanólico do ginseng brasileiro diminui crescimento de linhagens de células tumorais

Flávia Souza 


Um extrato do ginseng brasileiro (Pfaffia paniculata) pode atuar na prevenção e no combate ao câncer. Em estudo realizado no Laboratório de Oncologia Experimental da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, o extrato butanólico da raiz da planta diminuiu o crescimento de linhagens tumorais de células mamárias humanas.



"O extrato provocou a morte dessas células e, por isso, houve queda no crescimento das células em cultura", afirma a veterinária Márcia Kazumi Nagamine, autora do estudo. Ela adicionou álcool à raiz em pó do ginseng brasileiro e, após a evaporação do álcool, obteve o extrato etanólico, cujos resíduos deram origem aos extratos butanólico e aquoso. "Esses extratos se diferenciam pela constituição química. O butanólico, por exemplo, é composto por saponinas, substâncias que atuam na defesa da planta", explica.




Márcia testou os efeitos dos três extratos sobre duas linhagens de células tumorais. "As células utilizadas são derivadas realmente de câncer. Mas, por serem provenientes de um processo de estabelecimento em cultura, são consideradas linhagens", diz. A veterinária constatou que o efeito do extrato etanólico sobre as células é nulo. Os extratos butanólico e aquoso provocaram, respectivamente, uma queda e um aumento do crescimento celular.




"Ainda são necessários mais estudos para verificar se esses dois efeitos se anulam e, talvez por isso, o extrato etanólico não atue sobre o crescimento das células. Além disso, o fato de ter utilizado apenas duas linhagens implica a limitação de não poder generalizar esse evento (diminuição do crescimento celular) para todo tumor de mama. Cada câncer é individual." Márcia ressalta que o mais importante de seu estudo foi verificar a existência de substâncias capazes de inibir o crescimento de células tumorais. "Há muito o que se pesquisar. A planta pode conter substâncias com potencial terapêutico."




A pesquisadora também aponta que são necessárias novas pesquisas que fracionem o extrato butanólico. "Ainda há muita mistura nesse extrato. A idéia seria 'dividi-lo' até isolar a substância química responsável pelo efeito." Também é necessário investigar o efeito do extrato sobre as células normais.


Testes em animais


Pesquisas realizadas na FMVZ com animais apontam um efeito quimiopreventivo do extrato butanólico. A mestranda Patrícia Matsuzaki obteve resultados significativos em camundongos. "O extrato butanólico inibiu o crescimento de tumores mamários nesses animais", afirma a professora Maria Lúcia Zaidan Dagli, responsável pelo laboratório.


Márcia também trabalhou com camundongos em sua iniciação científica, realizada entre 2000 e 2001. Na época, a pesquisadora induziu a proliferação de células do fígado e, após dez dias de tratamento com ginseng brasileiro, houve uma redução do processo.


Segundo Maria Lúcia, os estudos caminham para uma possível aplicação em fármacos. "Após a realização de novas pesquisas, será necessário fazer testes em humanos. Mas isso não pode ser feito na Faculdade de Medicina Veterinária."


Ginseng brasileiro


A Pfaffia paniculata não é o ginseng encontrado no mercado em forma de cápsulas, feitas a partir de plantas coreanas e norte-americanas. Apesar da semelhança no nome e na raiz, o ginseng brasileiro pertence a uma família diferente de plantas. "As propriedades da Pfaffia ainda são pouco estudadas", aponta a professora Maria Lúcia. No Laboratório de Oncologia Experimental, pesquisadores dão continuidade aos estudos na área.

Texto retirado de


http://www.usp.br/agen/bols/2005/rede1744.htm#primdestaq

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Caralluma fimbriata
Caralluma fimbriata
Caralluma fimbriata é um cacto comestível utilizado pelos povos tribais da Ìndia e Paquistão para suprimir a fome e aumentar o rendimento há milênios. Ela também é encontrada na África, Espanha e Arábia Saudita. Esses povos acreditam que a planta é capaz de curar diabetes e impedir o acúmulo de gordura.
Na verdade a maioria dos estudos com Caralluma utiliza várias espécies, não sendo a Caralluma fimbriata a principal, como pensaríamos, já que a planta está na moda no Brasil atualmente. Estes estudos pesquisaram os vários efeitos da planta, não necessariamente relacionados com o peso corporal ou apetite.
Estudos mostram atividade anti-inflamatória e anti-tumoral significativa. Já outros autores mostraram atividades supressoras de tumor (anti-câncer) e contra úlcera de estômago. A espécie C. tuberculata tem sido extensamente utilizada para amenizar a febre e também contra dores articulares. O extrato deC. arabica foi utilizado para se avaliar a atividade contra dores musculares em ratos inflamados e como resultado obteve-se real significancia, o que confirma o uso comum da planta para o tratamento da dor e das condições inflamatórias.
Um dos poucos estudos feito com humanos e a Caralluma foi de 2006, que avaliou indivíduos com sobrepeso que foram divididos em dois grupos: os que ingeriram extrato de Caralluma fimbriata por 2 meses e aqueles que ingeriram um placebo. Depois de 30 e 60 dias de intervenção fizeram-se testes de glicose e lipídeos sanguíneos, antropometria, medição da ingestão alimentar e avaliação do apetite. Como resultados, os autores encontraram declínio significante na medida da circunferência da cintura quando comparados com o grupo placebo. O que nem todo mundo diz quando cita esse famoso estudo é que apesar da tendência a diminuição, os autores não consideraram significante a diferença de peso corporal antes e depois do uso da planta, IMC (índice de massa corporal), gordura corporal e ingestão de energia. Caralluma parece apenas suprimir apetite e reduzir a circunferência da cintura quando comparado com placebo, fatos que podem auxiliar na perda de peso corporal mas não são determinantes.
Um pouco antes de 2006, mais exatamente em 2004, uma pesquisa feita pelo Western Geriatric Research Institute em Los Angeles (duplo-cego, placebo, controlado) com 26 pessoas consumindo Caralluma todo dia por um mês, e observou-se após o período uma perda de peso.
Esses dois estudos feitos com humanos e com resultados relativamente bons devem ser vistos com cautela já que os grupos de voluntários eram pequenos (50 e 26 pessoas, respectivamente).
Quanto a toxicidade e seus efeitos negativos, os poucos estudos existentes são feitos com ratos que recebem altas doses e os resultados não mostram qualquer alteração nos animais. Não existem estudos de toxicidade realizados com humanos, mas algumas péginas da internet reforçam que a planta é um meio natural e inócuo de perder peso, e que é utilizada há anos (não produzindo efeitos negativos). Porém, o que nós utilizamos aqui no Brasil é o extrato e não a planta in natura.
Sendo assim, devemos ter cuidados ao utilizar o extrato da planta, lembrando que são necessários mais estudos a longo prazo, feitos com um número grande de pessoas, com extratos padronizados de Caralluma fimbriata e o principal: milagres para a perda de peso devem ser vistos com cautela e a mudança alimentar continua sendo o foco de quem quer perder peso e manter o peso, e esta mudança deve ser orientada por um nutricionista. Além disso o uso da planta é terminantemente proibido para crianças, adolescentes, mulheres grávidas e idosos. Se houver o consumo de fitoterápicos manipulado, que seja na quantidade correta recomendada por seu médico ou nutricionista. Também vale ressaltar que o uso da caralluma é permitido somente na forma de extrato seco. A única forma autorizada do produto é a manipulada, que só pode ser vendida por farmácias registradas na vigilância sanitária e com prescrição de um profissional habilitado.
Fonte:  ANutricionista.Com - Dárika Ribeiro Fernandes - CRN1 4605 -

terça-feira, 16 de agosto de 2011

VIDEOS SOBRE O AVELÓS





AVELÓS: UM ALIADO, CONTRA O CÂNCER: HOSPITAL ALBERT EINSTEIN


http://www.einstein.br/espaco-saude/tecnologia-e-inovacao/Paginas/avelos-um-aliado-contra-o-cancer.aspx

VEJA O VIDEO DO PESQUIDOR LUIS PIANOWSKI SOBRE O AVELÓS: http://www.youtube.com/watch?v=qH7EMg4bYbo&NR=1

Avelós: um aliado contra o câncer

Da sabedoria popular para os laboratórios. Essa é a trajetória do avelós (Euphorbia tirucalli) – uma planta de origem africana encontrada no norte e no nordeste do Brasil que produz uma seiva semelhante ao látex.


O avelós está sendo pesquisado no IIEP e pode tornar-se princípio ativo do primeiro medicamento nacional para o tratamento de câncer. Tradicional ingrediente de chás medicinais e garrafadas (tipo de bebida feita a partir de ervas supostamente medicinais, de acordo com o conhecimento popular), atribui-se à planta características antitumorais. Entretanto, ainda não há comprovações científicas.
O avelós aguçou a curiosidade de um empresário nordestino, que viu melhora de um familiar com câncer depois do tratamento com a planta. Há cinco anos, ele decidiu investir em pesquisas. Na fase pré-clínica – que inclui testes em células em cultura e em animais –, foram demonstrados resultados positivos em diversos tipos de tumores sólidos.
A pesquisa passou então para a primeira fase clínica no IIEP, com duração de cerca de seis meses em seis pacientes. “O intuito dessa fase, que já está finalizada, era descobrir a dose máxima tolerada. Do látex da planta foi isolada a substância ativa, que virou uma pílula”, explica o dr. Auro Del Giglio, gerente do Programa de Oncologia do Einstein e um dos coordenadores da pesquisa. Esses estudos são realizados por meio de parceria entre o IIEP e a PHC Pharma Consulting – empresa de consultoria e assessoria científica, especializada no segmento industrial farmacêutico.
Ainda não temos previsão sobre resultados. Pesquisas desse tipo geram muitas expectativas, mas antes de tudo é preciso comprovar a eficácia da planta
A próxima fase – cujo objetivo é testar a atividade do princípio ativo nas células tumorais – foi iniciada. O que se sabe é que o avelós age inibindo enzimas relacionadas à multiplicação dos tumores, além de ter potencial anti-inflamatório e analgésico. “Ainda não temos previsão sobre resultados. Pesquisas desse tipo geram muitas expectativas, mas antes de tudo é preciso comprovar a eficácia da planta”, completa o dr. Del Giglio.
Atualizada em janeiro/2010

A CURA DO CANCER PELO AVELOZ

171Euphorbia-tirucalli-Avelos





obs: Não sou autora destas informações, apenas transcrevo-as

Parte usada: Látex retirado dos ramos

Propriedades terapêuticas:
Antiasmática,
anticarcinogênica,
antiespasmódica,
antibiótica,
antibacteriana,
antivirótica,
fungicida
expectorante

Princípios ativos: Hidrocarbonetos terpênicos e aldeídos.

Indicações terapêuticas: Tumores cancerosos e pré-cancerosos.

Propriedades químicas :
Óleos essenciais (eugenol), hidrocarbonetos terpênicos, aldeídos, látex, goma tirucalli, ésteres de forbol e ingenano ésteres de ingenol, 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato; 12-0-(22) (4E)-octadienol-4-deoxiforbol-13-acetado; ácido 3, 3’-di-0-metil-elágico; beta-sitosterol; ácido cítrico; ácido elágico; eufol; euforona; glucose; hentriacontanol; isoeuforal; kaempferol; ácido málico; sapogenina-acetatos; ácido succínico; taraxasterol; taraxerina e tirucalol.

Indicações:
Na medicina alternativa é usado o suco (látex) leitoso cáustico, de efeito irritante na pele e aos olhos porém o seu suco dissolvido em água é indicado para tratamento de tumores cancerosos e pré-cancerosos.
Pesquisadores americanos já se interessaram pelo aveloz e descobriram propriedades contra o carcinoma maligno, como complemento de outros procedimentos médicos.

Veja um resumo de depoimento no "Livro da Família", 1994, páginas 170 e 171, sobre o efeito do aveloz em pacientes com câncer:
Adeus câncer? Antes de mais nada, quero deixar bem claro que nunca desautorizo a medicina. Não me intrometo onde não posso, pois não sou médico. Apenas por acaso descobri esta planta para minha cura de fístula que, parece, está também dando certo com pessoas que sofrem de câncer.
Observando mais de 200 pessoas que tomaram o aveloz pude tirar algumas conclusões:
Pessoas que sofrem de câncer podem tomar até três gotas de seiva do aveloz contra o câncer, diariamente.
Tomar uma gota de cada vez em três vezes ao dia, em meio copo de leite, após as refeições. Assim se garante uma ação contínua.
Tomar a seiva pura faculta uma cura mais rápida, mas deve-se continuar o tratamento até três meses após o desaparecimento dos sintomas. E mesmo depois voltar ao tratamento de vez em quando, por uns dois anos.
Continuar o controle médico. Só ele pode declarar uma cura definitiva.
Quando começou a propaganda do aveloz? "Eu, pessoalmente, sofria de uma fístula pleural durante quase cinco anos. Uma cirurgia seria perigosa, segundo alguns médicos. Achavam que eu deveria conviver com este incômodo até o fim da vida. Saía muito pus. Um dia me lembrei de usar o aveloz. Deu certo. Em apenas três semanas a fístula desapareceu. Isto já faz ano e meio. Continuo bem...
Vejamos o efeito do aveloz em duas pessoas:
Uma senhora sofria de câncer das mamas. O uso do aveloz fez desaparecer totalmente todos os nódulos em apenas duas semanas. Ela estava sob observação médica, que constatou câncer. Após um ano de desaparecimento dos sintomas de câncer, voltaram os nódulos. Voltou a tomar aveloz. E novamente ficou sem os sintomas. Deverá tomar o aveloz durante mais tempo.
Outra senhora estava condenada à morte com câncer generalizado dos intestinos. Os médicos lhe davam no máximo dois meses de vida. Tomou o aveloz. E hoje está trabalhando no normalmente, com boa saúde. A cura foi em maio de 1992. Ela se sente bem. Não sente mais nada da doença. Aguardamos algum tempo para poder falar de uma cura definitiva.
Poderia mencionar ainda muitos casos de pessoas doentes de câncer que tomaram o aveloz e não sentem mais nada. Todos os sintomas desaparecem.
Toxicidade
Por ser altamente cáustico, o látex precisa ser diluído em água. O látex puro pode provocar até uma hemorragia.

http://olharglobal.net/2008/10/23/avels-esperana-brasileira-no-combate-ao-cncer/



Cientistas e médicos brasileiros estão testando em humanos o potencial de uma erva amazônica para o tratamento do câncer. Provavelmente seja a primeira vez que o Brasil submete um medicamento dessa natureza, obtido em solo nacional, aos rigorosos testes médicos para a aprovação de uma nova droga.
A planta é a avelós (nome científico Euphorbia tirucalli), típica das regiões norte e nordeste do País. Sua ação medicinal já era mencionada na cultura popular, o que motivou a indústria farmacêutica a analisar sua ação em células em cultura e em animais. Os resultados foram bastante promissores.
Ao que tudo indica, a substância age nas células do câncer induzindo a apoptose — uma espécie de suicídio celular. “É o que chamamos de morte celular programada”, explicou aoG1 Auro Del Giglio, gerente do programa integrado de oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e um dos coordenadores do estudo. “Em células normais, é um procedimento que acontece para a renovação das células, com as antigas dando lugar às novas. Mas nas células do câncer isso quase nunca acontece, e a idéia é exacerbar essa tendência.”
Com isso, a droga tem o potencial para, caso não haja a regressão, pelo menos conter ou reduzir o avanço da doença, induzindo a apoptose de muitas das células do tumor. Não custa lembrar que o câncer é basicamente um agrupamento de células que se rebelaram contra o corpo, multiplicando-se enlouquecidamente e consumindo os recursos do organismo todo em prol de seu próprio crescimento. Simples de descrever, dificílimo de tratar.
Sem apressar conclusões
In vitro, a droga funcionou contra colônias de células de câncer de mama, melanoma e outros tipos de tumor. Mas ainda não dá para dizer que o remédio vá funcionar em humanos. “Nesse primeiro estudo, de fase 1, o que a gente faz é descobrir a dose certa”, diz Del Giglio. “É um estudo para identificar a toxicidade e a segurança do medicamento.”
No momento, cinco pacientes estão passando por esse procedimento no Hospital Israelita Albert Einstein. A idéia é concluir o estudo até o fim do ano e iniciar a fase 2 — que envolve um grupo maior de pacientes com o objetivo de identificar o real potencial da droga como tratamento para tipos específicos de tumores– em 2009.
A partir daí, os cientistas já miram buscar aprovação da droga para que chegue às farmácias, embora tenham ainda de ser conduzidas outras duas fases de estudos, de grande porte, para concluir o ciclo pelo qual passam todos os medicamentos antes de obter aprovação das autoridades competentes.
A despeito de estar ainda na fase preliminar dos estudos, a equipe está animada com os avanços. “Do que eu tenho notícia, é o primeiro estudo rigoroso conduzido com um medicamento herbal brasileiro para câncer”, diz Del Giglio. “Está todo mundo muito entusiasmado justamente por conta disso.”
O trabalho está sendo conduzido em parceria com a empresa PHC Pharma Consulting, com sede em São Paulo.


PESQUISA UNICAMP: ÓLEO DE COPAÍBA É EFICAZ CONTRA 9 TIPOS DE CANCER


sugimoto@reitoria.unicamp.br 
substâncias sintetizadas no laboratório a partir de componentes isolados do óleo de copaíba e do breu de pinheiro apresentaram resultados importantes contra nove linhagens de câncer e contra a tuberculose, inibindo ou matando células doentes, segundo estudos de pesquisadores do Instituto de Química (IQ) e do Centro de Pesquisas
Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp. O processo com a copaíba, executado em nível de doutorado e patenteado em 2002, ainda carece de testes toxicológicos para averiguar se as substâncias não afetam também as cé-
lulas normais, o que exigiria estudos mais detalhados sobre dosagens até que se chegue a uma concentração que não
seja tóxica. O professor Paulo Imamura, do Departamento de Química Orgânica, orientou a doutoranda Inês Lunardi
em sua tese (Síntese do sesterterpeno hyrtiosal a partir do ácido copálico Determinação da configuração absoluta do produto natural). Ele explica que uma série de reações químicas envolvendo o óleo de copaíba levou ao (-)-hyrtiosal, composto isolado da esponja marinha e patenteado por cientistas japoneses em 1992. Aqueles testes foram dirigidos apenas contra células KB, da leucemia, com dosagens de 3 a 10 microgramas por mililitro em células doentes, o que é uma atividade razoável, informa o professor. A aluna do IQ, segundo Imamura, sintetizou o (-)-hyrtiosal e também compostos análogos, que passaram por testes no CPQBA, onde o professor João Ernesto de Carvalho constatou atividades contra células cancerígenas de ovário, próstata, renal,cólon, pulmão, mama, mama resistente
e melanoma, mais a leucemia.  Os resultados são próximos ou iguais aos encontrados na literatura envolvendo outras substâncias. Quanto ao breu de pinheiro, transformações químicas de um ácido resínico nele existente permitiram a
obtenção de ozonídio, um peróxido que é altamente reativo. O ozonídio foi enviado aos Estados Unidos para um ensaio específico contra a tuberculose, apresentando um valor de inibição da doença em torno de 85%.
Ele demonstrou boa atividade, mas os experimentos pararam por aí, pois era preciso chegar acima de 90%, índice exigido para seguir adiante até os testes in vivo, diz Paulo Imamura.

Testes – O professor João Ernesto de Carvalho, coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA,  realizou as culturas in vitro e recorda que uma das substâncias, (-)-hyrtiosal, foi a que apresentou atividade mais seletiva, sobre a linhagem do melanoma. Se precisasse escolher um dos compostos para dar seguimento às experiências, com testes em animais, seria este, afirma. Ele ensina que a seletividade é o que torna o material interessante. Uma substância que destrói todas as linhagens de células cancerígenas entra no primeiro critério de exclusão,pois provavelmente mata também as células normais, inviabilizando sua aplicação no paciente. É impossível obter uma só droga que combata todos os tipos de câncer. Não se trata de uma patologia única, mas de mais de cem
doenças, cada qual com etiologia, sintomas, progressão e tratamento próprios, acrescenta. No CPQBA, as quatro substâncias foram deixadas em contato com as linhagens de câncer por 48 horas, quando se interrompeu o processo para determinação de concentração de proteínas, mostrando se houve crescimento, inibição ou morte das células em relação às concentrações que variaram de 0,25 a 250 microgramas por mililitro faixa adotada também para drogas já aprovadas. Para passar aos testes in vivo, Carvalho afirma que precisaria de quantidades maiores das substâncias sintetizadas.

Dosagem – Apesar da ausência de testes citotóxicos, a tese de Inês Lunardi preserva sua relevância enquanto pesquisa básica. Caso as substâncias afetem também as células normais, a limitação aumentaria, já que precisaríamos detalhar os estudos sobre a dosagem. Contudo, isso acontece com muitos produtos conhecidos, como o veneno de cobra,  muitas vezes letal numa picada, mas que em baixas concentrações funciona como remédio, ilustra Paulo

Óleo de copaíba é testado em 9 tipos de cânce

Pesquisas do IQ e do CPQBA envolvem também o breu de pinheiro no combate à tuberculose Imamura. Uma vantagem deste processo está na obtenção das matérias-primas: a copaíba, cujo óleo é extraído com a perfuração do tronco (sem corte da árvore), e o pinheiro, abundante em projetos de reflorestamento.  Não raro, uma quantidade
razoável de droga natural necessita de toneladas de matéria-prima. Um exemplo é o taxol, aplicado em câncer de útero ou cólon, que antes exigia o corte de oito árvores (Taxus brevifolia) de 100 anos de idade para atender a um único paciente. Isto foi resolvido com o aproveitamento e a transformação química de substância extraída de galhos e folhas de uma espécie européia, a Taxus baccata, explica. Imamura é pessimista quanto à possibilidade de a indústria farma-
cêutica nacional investir na pesquisa e viabilização de medicamentos à base do óleo de copaíba e do breu de pinheiro. Contudo, acha que a solicitação de patente do processo de transformação química foi um cuidado necessário: No Brasil, costumamos sintetizar substâncias academicamente e publicar nossos trabalhos, quando há ocorrências de grandes indústrias do exterior que se apropriam dos estudos realizados no chamado terceiro mundo, principalmente
na área de fitoquímica. Pelo menos no Instituto de Química, já vejo a preocupação de resguardar as pesquisas não 
apenas como  como forma de publicação, finaliza.


http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/213-pag05.pdf